INSCREVA-SE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Divulgação

Próximo Encontro da Academia Popular de Letras

Dia 28 de maio (sábado) 10h

- Declamações, Leitura de Crônicas e Contos  (inscrições na entrada).
Antologia Poética : Confirmar participações
Virada Cultural : Votação sobre participação

Ponto de encontro dos escritores das 7 cidades, a Biblioteca dá continuidade as suas atividades educacionais de ação e animação cultural, com um evento repleto de novidades, com autores talentosos, obras diversificadas, interessantes, necessárias e atuais.


- Lançamentos de Livros:


“Torne suas aulas de português um momento agradável”
do professor e escritor Sérgio Simka.

Este livro contém sugestões e reflexões que tornarão as aulas de Português um momento mais agradável porque, além de abordar assuntos importantes, desenvolvendo criatividade, autoestima, estratégias de produção textual ancoradas na Pedagogia do Encantamento, se destina ao professor que considera o aluno, não como um mero registro escolar falante, mas como um ser humano que merece, antes de quaisquer teorias de cunho pedagógico, linguístico, psicológico, sociológico etc., o nosso respeito e admiração.  


  

“Coisas do Povo do Santo” do Prof. Dr. Sidnei Barreto Nogueira, coordenador do curso de Letras da Faculdade Anhanguera de São Caetano do Sul.
Este livro, como o próprio título anuncia, trata das “coisas do Povo do Santo”, expressão comum entre os adeptos das comunidades-terreiro de Candomblé no Brasil. Cantos, danças, trajes rituais, comidas, divindades e uma série de outros elementos de origem Yorubá são revelados ao leitor, iniciado ou não, por meio de uma linguagem acessível e capaz de conduzir o interessado a uma roda de conversa própria das sociedades de tradição oral.

  
“Reminiscências” da pedagoga, escritora e jornalista, Marina Rolim que na sua coletânea poética fala de solidão, frustações, decepções amorosas, de dúvidas comuns ao ser humano, do cotidiano, das lutas e de seus anseios de amor. 



Os Poetas e as Poetisas, Mírian Warttusch, J.Udine, Ivan Ferretti Machado, Dáguima Verônica, Maria Valéria Revoredo, Jacó Filho e Camélia La Blanca com muita alegria lançam "EuAcredito Em Palhaço". Os poemas de cada um desses escritores são uma singela homenagem a aqueles que têm a missão de levar a alegria e a felicidade aos corações de todas as pessoas do mundo.


Dia 28 de maio de 2011 – sábado  - 10h
Local: Biblioteca Municipal Paul Harris
Av. Dr. Augusto de Toledo, 255 esquina com a Av. Goiás
Bairro Santa Paula – São Caetano do Sul – SP
4229-0245   4229-9332    4229-1214

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Macbeth - Shakespeare - Resumo da obra

Conteúdo apresentado através de seminário de Literatura Inglesa











Resumo
            Macbeth e seu amigo Banquo eram generais do exército da Escócia. Enquanto cavalgavam, ouviram vozes. Tratava-se de três bruxas que profetizaram que Macbeth ganharia o cargo General de Cawdor – o de mais alta confiança do Rei, e posteriormente, seria coroado Rei da Escócia.
            Somente poderia tornar-se rei os filhos ou, na ausência destes, o general de Cawdor. Tendo isso em vista, Macbeth sabia que para essa profecia tornar-se realidade, seria necessário atravessar a hierarquia de algumas pessoas, mas principalmente do filho do Rei, o jovem Malcom. Além disso, seu amigo Banquo, que já o avisara que essa ambição traria a ele muitas consequências, era a principal testemunha profecia das bruxas e desconfiaria de qualquer atitude de Macbeth.
            Após vencerem uma batalha contra a Noruega, os generais foram procurados por mensageiros de Duncan, naquele momento, Rei da Escócia, que informam a eles que o Rei quer parabenizar Macbeth pela vitória contra a Noruega e que irá torná-lo general de Cawdor.
            Com a primeira parte da profecia já realizada, Macbeth acredita mais ainda nas bruxas de que logo seria coroado Rei. Resolve então contar os ocorridos para sua esposa, que exercia forte influência sobre ele e decidem cometer uma série de assassinatos, começando pelo amigo Banquo. 
            A sua esposa então, começa a tramar a morte do Rei Duncan para logo tornar-se rainha. Organiza uma festa em sua casa com o pretexto de que todos assistissem à morte de um traidor do Rei. A festa acontece e o homem é enforcado. Quando todos os hóspedes vão dormir, a esposa de Macbeth dá orientações a seu esposo de como tudo deveria ser feito. Começa então servindo vinho aos camareiros que fazem a guarda do Rei, e isso os faz dormir mais profundamente. A caminho do quarto onde o Rei dormia, Macbeth começa a ter visões de um punhal, o que estranha. Ele então entra no quarto e mata o Rei com o punhal. Logo em seguida, Macbeth começa a ter outras visões, a ouvir vozes, mas logo acha que tudo aquilo era só imaginação. Sua esposa coloca o punhal usado nas mãos de um dos camareiros com o objetivo de incriminá-los. Ao amanhecer, os mensageiros do Rei chegam para acordá-lo e deparam-se com o Rei morto. Aos gritos, todos acordam e Macbeth, encenando desespero, mata os camareiros do Rei na frente de todos, dizendo que aqueles eram os perigosos assassinos.
            O filho do Rei, Malcom e seu companheiro, o nobre Macduff, fogem para a Inglaterra, com medo de serem incriminados pelo assassinato.
            Macbeth que já era general de Cawdor, e na ausência de filhos do Rei, é então coroado Rei da Escócia. Porém, já na festa de seu reinado, o fantasma do Rei Duncan e de Banquo aparecem para ele. Sua esposa, agora chamada de Lady Macbeth, que antes poderia ser condiderada uma mulher tímida, recatada e de bem, após revelar sua ganância, egoísmo e poder de persuadir o esposo, também passa a ter delírios e crises de sonambulismo.  Em uma dessas crises, Lady Macbeth, inconscientemente revela ao médico e à sua camareira que a observavam, que tem culpa nos assassinatos. Faz repetidamente o gesto de lavar as imaginárias manchas de sangue das mãos e isso também a denuncia. Posteriormente, Lady Macbeth comete suicídio.
            Macbeth, ignora a morte da esposa, argumentando que ela teria que morrer "em uma melhor hora." Cansado de ter visões, Macbeth vai consultar novamente as bruxas. Numa segunda profecia, as bruxas dizem que ele só seria derrotado se um “bosque chegasse ao castelo”, e que ele não precisaria preocupar-se, pois “nenhum homem nascido de mulher” poderia matá-lo, porém avisa-o para tomar cuidado com Macduff, o nobre que fugiu com Malcom, filho do Rei.
           Ambas as profecias pareciam impossíveis: que um bosque chegasse ao castelo e que existisse de um homem que não houvesse nascido de mulher, assim, Macbeth sentia-se seguro mas, por precaução , manda matar a esposa e todos os filhos de Macduff. 
            Mensageiros procuram Macduff na Inglaterra, e quando contam a ele a tragédia com sua família, Macduff decide voltar para a Escócia, mas para guerrear contra Macbeth.
               Com a ajuda de 10.000 homens do exército inglês, aproximam-se então do castelo. Os soldados ingleses, para se camuflarem, seguravam troncos e ramos de árvores e isso, sendo visto de longe, parecia um bosque ou uma montanha em movimento, cumprindo-se então a primeira parte da segunda profecia das bruxas.
            Começa então a guerra entre os exércitos e o duelo entre Macbeth e Macduff. Durante a luta, Macbeth diz ao oponente que está seguro porque nenhum homem nascido de mulher poderia matá-lo, mas Macduff revela a ele que não nasceu, e sim, foi tirado prematuramente do ventre da mãe por cesariana. Macduff então mata Macbeth e tira-lhe a cabeça. Assim, em grande festa, Malcom, filho do Rei Duncan é então coroado e consagrado Rei da Escócia.



Resumo da obra elaborado por Mônica Lima Falsarella

domingo, 24 de abril de 2011

Cuidado ao desejar que alguém se EXPLODA! - Verbo


Quem, um dia na vida, não disse a frase: “Que se exploda!”


Seja lá qual tenha sido o motivo pelo qual você desejou isso, caro leitor, desejou errado. Até nesse momento, não use mal a Língua Portuguesa.
O verbo explodir faz parte de uma categoria muito especial de verbos. São os chamados DEFECTIVOS (ou defeituosos, em termos mais práticos), que não podem ser conjugados em todos os tempos e/ou pessoas.  Esses verbos não têm uma conjugação completa devido à falta de eufonia em algumas de suas flexões.





  Tente, por exemplo, usar o verbo “demolir” na primeira pessoa do singular do presente do indicativo (eu). Ficaria assim:

“Eu demolo casas para construir outras.”

Neste exemplo, podemos substituir o verbo por outro que dê o mesmo sentido:

“Eu derrubo casas para construir outras.”

O verbo “explodir”, conforme o tema do artigo, não possui conjugação na forma verbal do presente do subjuntivo, nenhuma pessoa: que eu exploda, que tu explodas, etc.

Para exemplificar, abaixo temos um verbo “cantar” que pode ser conjugado em todas as pessoas, e também no presente do subjuntivo:


Agora, a conjugação do verbo explodir e de outros verbos defectivos:

Explodir 

Colorir

Demolir

Desafio então você, leitor. Tente conjugar o verbo "reaver".  Este, sem dúvida, é um dos verbos mais fáceis de ser classificado como defectivo.

Mas, se mesmo depois de tudo isso você ainda nutre o desejo de que alguém ou algo “se exploda”, use sua criatividade – com educação – e tente com um verbo equivalente, como “estourar”, “arrebentar”, etc.

Desejar que alguém ou algo exploda?

Sem crises...

Por Mônica Lima Falsarella - Imagens do site http://www.dicio.com.br

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Equilíbrio: Princípio fundamental da DIDÁTICA.

Gostaria de agradecer aos leitores e seguidores do blog pelos acessos e por fazerem esse projeto ter sentido. Embora as palavras-chave utilizadas pelos leitores denunciem que, em maior parte, as buscas são feitas por adolescentes, a grande maioria dos 105 seguidores do Crase é de adultos, profissionais de diferentes áreas mas principalmente da área da educação. Pensando nisso, essa matéria foi criada para que todos nós, estudantes ou veteranos dessa área reflitamos sobre nossas atitudes e práticas docentes, mas que também será útil para profissionais de todos os setores. Então vamos lá!
                                               
Equilíbrio: Princípio fundamental da DIDÁTICA.

                Para praticarmos a moral tanto em aspectos profissionais quanto em qualquer outro, é necessário primeiramente ter e exercer ética. As nossas atitudes são um reflexo da nossa vontade ou motivação, mas o objetivo inicial é exercê-las visando o bem a si mesmo e à sociedade.
Devemos ter em mente que existem extremos em todos os setores da vida, possibilitando a nós livre escolha. É importante então, encontrar o ponto de equilíbrio entre esses extremos. Daremos o exemplo do uso do dinheiro, já que é um assunto que interessa a todos nós.
Nesse critério, vamos falar sobre o primeiro extremo: a prodigalidade. Este diz respeito ao pródigo, ou “rebelde”, que costuma ter gastos maiores do que o que sua renda lhe oferece. Este indivíduo compromete tanto a si mesmo quanto a economia, sem falar daqueles que comprometem até mesmo bens alheios.
O segundo diz respeito ao avarento ou mesquinho, que guarda seus bens ou valores não se sabe para quem, pois não investe e não compensa nem a si próprio pelo seu trabalho, que dirá em benefícios de terceiros.
                Existe um “ponto de equilíbrio” entre e prodigalidade e a avareza? Sim, é a chamada liberalidade.  Esse equilíbrio faz com que o indivíduo controle a sua renda, beneficiando a si mesmo e a outros, pois mantém a economia estável (consumindo) e ao mesmo tempo não se prejudica com dívidas que lhe tiram o sono.
                Mas o que esse exemplo tem a ver com a prática docente?
                Esse paralelo pode ser feito embasado no mesmo critério de ética. A liberalidade ou o equilíbrio na docência significa compartilhar conhecimentos adquiridos em benefícios de um todo. É ir além de aprender. É ensinar. Desta forma, a prodigalidade na docência se dá quando o indivíduo não soube utilizar o que aprendeu e, aos poucos, torna-se alienado dos sistemas educacionais, sociais e políticos que regem a nossa sociedade. Este foi tolo, pois além de não ajudar outros, uma vez que omitiu sua carga de conhecimento, também gastou tempo e recursos em vão.  Por sua vez, a avareza na docência se dá quando o indivíduo acumula para si todo o conhecimento, que não tem efeito e nem causa. Conhecimento este que não é engajado em proporcionar a outros a aprendizagem e a cidadania e, pela falta de uso, esquece o que aprendeu.
                Outro exemplo de ponto de equilíbrio que pode ser considerado é a sinceridade, que está entre a cólera (raiva) e a amabilidade. Inevitavelmente, em alguma situação ocorrerá a cólera, mas esta deve ser justa e controlada, e é neste momento que se deve praticar a sinceridade, isto é, o saber lidar de forma realista com o problema, sem perder o equilíbrio da justiça.
                O bom-humor e a ética docente podem e, a meu ver, DEVEM andar juntos na prática docente. A pessoa espirituosa sabe lidar com o bom-humor, utilizando-o sem perder a ética. Isto pode, muitas vezes, ser uma estratégia do educador para alcançar seu objetivo, que no caso é ganhar a atenção do educando para o conteúdo pedagógico. Atrevo-me, por conhecimento de causa, a afirmar que o bom-humor é até mesmo um importante diferencial que pode ser atribuído ao educador.
                Dentre todos os exemplos citados, um ponto de equilíbrio que deve predominar na prática docente é o de dois extremos comportamentais: a falsa modéstia e a jactância.
               O falso modesto minimiza suas qualidades, subestima-se, embora esteja ciente de sua capacidade. Por sua vez, o jactancioso é o extremo mais preocupante. Este exagera as verdades sobre si mesmo quanto ao seu grau de conhecimento pedagógico e intelectual, o que não contribui nem para a sociedade nem para o próprio indivíduo.
               Concluo que podemos e devemos primeiramente conhecer a nós mesmos enquanto exercemos nossos papéis na sociedade como pais, educadores, formadores de opinião, etc. Dentro de todo e qualquer extremo, existe a riqueza do meio-termo, que podemos aplicá-lo na nossa vida pessoal, profissional e espiritual. 

Manter o equilíbrio é fácil? A imagem responde a essa pergunta, por isso TREINE.

Equilíbrio na prática docente?

Sem crises...

Por Mônica Lima Falsarella, a partir do livro "Os Dez Mandamentos da Ética" do escritor Gabriel Chalita.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Haver e Fazer: Quando são invariáveis?



             O emprego incorreto dos verbos haver e fazer são muito comuns em nosso idioma. Lembre-se de que, em algumas construções, eles não seguem regras, são do contra, rebeldes e sempre vai ser assim - a não ser que apareçam outras reformas na Língua, pra mudar tudo!

 Vamos direto às regras:

O verbo haver, no sentido de existir apresenta a mesma forma no singular e no plural. Nesse caso, é um verbo impessoal, pois não possui sujeito, por isso não varia. Ex:

Certo:

Havia (existiam) muitos alunos na escola.

Errado:

Haviam muitos alunos na escola.

Certo:

Houve (existiram) muitos acidentes durante o carnaval.

Errado:

Houveram muitos acidentes durante o carnaval.

Mas e numa locução com um verbo auxiliar?

Nesse caso, ambos ficam invariáveis:

Certo:

Deve haver muitos desabrigados ali

Errado:

Devem haver muitos desabrigados ali.

Porém, lembre-se:

Quando o haver significar ter, e não existir, ele admite singular e plural. Ex

Ainda não haviam (tinham) sido feitos todos os trabalhos.

Se houvessem (tivessem) comprado a casa, teriam se arrependido.


Mas o que o fazer tem a ver com isso?

Quando designa tempo ou fenômenos da natureza, o verbo fazer também é invariável. Não tem sujeito, e é igual no singular e no plural.

Certo:

Faz cinco dias que voltamos de viagem.

Faz dias muito bonitos na primavera.

Errado:

Fazem cinco dias que voltamos de viagem.

Fazem dias muito bonitos na primavera.


Nas locuções com verbo auxiliar, a regra é a mesma do haver: ambos não mudam.

Certo:

Deve fazer muitas semanas de frio neste ano.

Errado:

Devem fazer muitas semanas de frio neste ano.

Caso ainda haja dúvidas no ar, é só perguntar!

Sem crises...

domingo, 10 de abril de 2011

TORNE SUAS AULAS DE PORTUGUÊS UM MOMENTO AGRADÁVEL - Lançamento do livro de Sérgio Simka

Oi, pessoal!

É com grande prazer que apresento mais um lançamento do meu amigo escritor Sérgio Simka!


O livro TORNE SUAS AULAS DE PORTUGUÊS  UM MOMENTO AGRADÁVEL apresenta, em cinco partes que podem ser lidas de forma independente, 17 sugestões e reflexões com o intuito de tornar a aula de Português um momento mais agradável, a começar por uma relação mais humana entre professor e aluno.



Título: TORNE SUAS AULAS DE PORTUGUÊS UM MOMENTO AGRADÁVEL
             
AUTOR: SÉRGIO SIMKA
                                                          
Formato: 14x21cm   -  140 páginas    

ISBN/COD. BARRAS:  978-85-7854-136-1
Preço: R$ 26,00



           Há uma ideia generalizada de que a aula de Português costuma arrancar suspiros de tédio de alunos supostamente desinteressados. Tal fato pode ser constatado perguntando a qualquer um sobre o grau de satisfação que uma aula de Português pode atingir. Esta, que deveria abrir mentes e formar cidadãos capazes de ler e produzir um texto, tem levado uma multidão a detestar por tabela o próprio idioma, afastando-a criminosamente do acesso a “universos culturais” que o domínio da linguagem implica.

            Este livro traz, para tentar minimizar essa situação, sugestões e reflexões que tornarão as aulas de Português um momento mais agradável porque, além de abordar assuntos importantes, como metodologia, criatividade, autoestima textual e estratégias de produção textual ancoradas na Pedagogia do Encantamento, se destina ao professor que considera o aluno, não como um mero registro escolar falante, mas como um ser humano que merece, antes de quaisquer teorias de cunho pedagógico, linguístico, psicológico, sociológico etc., o nosso respeito e admiração.  
(21) 3208-6113

terça-feira, 5 de abril de 2011

EU e MIM também geram polêmica!

Oi, pessoal!

Eu também, leitores, eu também senti falta de novas postagens! Mas aqui estamos!  

Uma propaganda recente que gerou muita repercussão foi a da cerveja Devassa, tendo como protagonista a cantora Sandy. Deixando polêmicas e opiniões à parte, sempre gostei muito de ouvir a cantora se expressar. Parei para assistir à entrevista na qual ela explica, argumenta e defende seu novo trabalho publicitário. Mais uma vez, Sandy usou boa organização de raciocínios, mesmo diante da polêmica que o comercial já estava causando. Mas vamos ao ponto que me levou à criação desta postagem. No final da entrevista, Sandy diz:

"A maneira como eu ajo na hora de ser sensual com o meu marido, isso é entre mim e ele."

Notem o uso da palavra "mim", que "dá o que falar" tanto quanto o comercial. Esta matéria abordará justamente o uso dessa palavrinha, que pode também causar estranheza numa construção oral ou escrita.

Assistam à entrevista completa:




Sandy acertou ou errou? Vamos às regras?

EU ou MIM?

Não podemos esquecer que “eu” é que pode ser sujeito, pois "mim" não anda, "mim" não come, "mim" não estuda.

  • Portanto, sempre que houver um verbo depois, use o "eu".

"Esse livro é pra eu ler." (Não para mim ler)

  • Só use o "mim" quando ele não for o agente (sujeito) da oração, como:

"O livro é para mim."

"Para mim, esse livro é o melhor de todos."

Porém, para algumas regras há exceções:

  • O mim deve SEMPRE ser usado com "ENTRE", como no exemplo:

"Entre mim e ele não há mentiras."


Sim, queridos leitores, mais uma vez a Sandy acertou! Só para constar, Sandy é formada em Letras, o que não a torna “perfeita” na arte de escrever ou se expressar bem, mas, convenhamos, é uma graduação que exige que se tenha boa oralidade e escrita.

EU e MIM: Esta sim é uma polêmica que pode acrescentar algo em nossas vidas,  pelo menos no que se refere a melhorar o nosso vocabulário!


Sem crises... entre mim e você.


Por Mônica Lima Falsarella